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sábado, 9 de novembro de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - O Príncipe e o Mendigo (The Prince and the Pauper), 1937

"Nunca acredite ou ame tanto alguém a ponto de não poder traí-lo."
Montagu Love.
O Príncipe e o Mendigo, 1937.



A historia é sobre um jovem mendigo, Tom Canty, que se encontra com o jovem príncipe Edward nos jardins do palácio e é por este convidado para brincarem no castelo. Como eles são incrivelmente parecidos, enquanto se divertem decidem trocar suas vestimentas e inverter seus papéis. Quando o príncipe Edward, vestido com as roupas do mendigo, dá uma saída do palácio a procura de seu cachorro, é confundido pela Guarda que o maltrata e não o deixa mais entrar.
Ninguém acredita quando eles tentam esclarecer o ocorrido. Apenas o malvado conde de Hertford acredita na troca dos garotos e procura tirar proveito da situação. Em conluio com o capitão da Guarda, pede para que seja caçado e morto o verdadeiro príncipe. Quando o rei morre, Tom é coagido a fazer o jogo de Hertford.
Enquanto isso, Edward faz amizade com o soldado Miles Hendon que fica impressionado com suas maneiras nobres. Na manhã seguinte, o pai de Tom, que havia assassinado um padre, foge levando Edward consigo. Ao persegui-lo, Hendon ouve por acaso o capitão da Guarda discutindo com seus homens os planos para assassinar o príncipe Edward antes que o jovem interfira na iminente coroação.
Assim, o verdadeiro príncipe consegue retornar a tempo ao palácio, onde é identificado.

Fontes: 70anosdecinema.pro.br e Livro Cinema Falado, escrito por Renzo Mora.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os caras mais memoráveis do cinema: Jeff Lebowski em O Grande Lebowski de 1998

Vagabundos de todo o mundo, uni-vos! O Grande Lebowski, dos irmãos Joel e Ethan Coen, presta um tributo irreverente a essa categoria dos deserdados do neo-liberalismo e da globalização. Embora seja rodado em plena cidade de Los Angeles, capital do cinema industrial, trata-se de um filme quase provinciano, com um assumido sotaque caipira, cristalizado na voz do narrador Sam Elliot. Na mesma linha do anterior Fargo, O Grande Lebowski resgata a imagem do americano comum, aquele que não participa diretamente das ações sociais, políticas e econômicas do país. 
Sujo, maltrapilho, bêbado e drogado, o desempregado Jeff Lebowski (Jeff Bridges) encarna o herói às avessas, o capitão anti-América, que luta, em plena crise da Guerra do Golfo, pela menos nobre das causas: reaver o prejuízo de seu tapete urinado. 
A disposição de antagonismos está presente logo na abertura do filme. Enquanto o narrador descreve a vida besta de Lebowski ("o homem mais preguiçoso da cidade"), a câmera percorre a terra árida do oeste americano até desvendar o complexo urbano de L.A. Ali estão as duas Américas: a interiorana e a mundana. A visão antagônica se aprofunda quando Lebowski (também conhecido como "the Dude", "almofadinha", em inglês) entra em cena.


Confundido com um magnata, o desempregado-padrão (que paga um litro de leite com cheque), tem a casa invadida, leva uma surra e ainda por cima vê seu pobre tapete maldosamente danificado. Com a displicência dos mais legítimos vagabundos, Jeff entra no castelo do outro Lebowski (David Huddleston), para cobrar um novo tapete. Descobre um político paraplégico, rodeado por um bajulador e enamorado de uma atriz de filme pornô. 
A visita rende a Jeff um sermão conservador e o envolvimento numa trama patética, em que acaba se transformando em intermediário do seqüestro da amante do magnata. Entre uma e outra confusão, Lebowski, o vadio, passa o tempo na companhia de dois amigos, Donny (Steve Buscemi) e Walter Sobchak (John Goodman), jogando boliche. O primeiro é um inútil total, que entra mudo e sai calado da trama. Já o segundo é mais outro personagem especial da galeria de tipos criados pelos diretores de Arizona Nunca Mais. 
Numa de suas mais marcantes interpretações no cinema, John Goodman encarna um caricato veterano do Vietnã, responsável pelas passagens cômicas do filme. Na verdade ele simboliza a falência da América, órfã do discurso da violência como panacéia para as mazelas políticas. Mesmo com todas as espetadas na multifacetada sociedade norte-americana, O Grande Lebowski jamais assume um tom pesado de crítica social. Não se trata de um filme político, mas sim lisérgico. Como o personagem principal, a narrativa segue seu rumo desgovernado pontuada por porres, tapinhas e viagens de ácido.


Há sequências memoráveis de alucinação, com referências aos números musicais geométricos de Busby Berkeley. A melhor imagem para resumir o inteligente filme dos Coen, talvez seja a da bola que desliza pela quadra de boliche até atingir, com êxito ou não, o alvo (há aqui inclusive um plano histórico, que mostra o ponto de vista da bola na quadra). 
O pateta Lebowski, em seus delírios diários, também passa deslizando pelo caos camuflado que o cerca. A droga é o tapete mágico que o mantém em constante suspensão numa eterna, e etérea, vadiagem. É o filho doidão que os americanos escondem e os irmãos Coen trazem à tela sem reverência, mas com extrema simpatia. Até porque, comparado ao outro Lebowski, talvez ele não seja tão doido assim.

 Fonte: texto escrito por Ricardo Cota, disponível em www.terra.com.br/cinema.


sábado, 22 de junho de 2013

Os melhores vilões do cinema - Tommy DeVito de Os Bons Companheiros (Goodfellas), 1990


O Tommy DeVito de Joe Pesci  do 1990 clássico de 1990, Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese não estava lá para se divertir, mas ele fez isso de qualquer maneira. O mafioso pavio curto também conquistou a Academia e Pesci venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante.
O filme baseado no livro de não-ficção Wiseguy, escrito por Nicholas Pileggi, conta a história de um garoto do Brooklyn, Nova York, que sempre sonhou ser gângster, começa sua "carreira" aos 11 anos e se torna protegido de um mafioso em ascensão. Sendo tratado como filho por mais de vinte anos, envolve-se através do tempo em golpes cada vez maiores.Neste período acaba se casando, mas tem uma amante, que visita regularmente.
Não consegue ser um membro efetivo, pois seu pai era irlandês, mas no auge do prestígio se envolve com o tráfico de drogas e ganha muito dinheiro, além de participar de grandes roubos, mas seu destino estava traçado, pois estava na mira dos agentes federais.


Fonte: cnn.com.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Velharia de Hollywood, em francês: Os Olhos Sem Rosto - Les Yeux Sans Visage de 1960



Genéssier, professor e médico de grande renome na área de cirurgia plástica (interpretado por Pierre Brasseur), busca incessantemente recuperar o rosto de sua filha Christiane (Edith Scob), após sua desfiguração em um acidente de carro provocado pelo próprio Genéssier. Para tanto, conta com o auxílio da assistente Louise (em atuação de Alida Valli), para manter Christiane escondida – fingindo para a sociedade que ela está morta – enquanto selecionam jovens que sirvam como cobaias para o transplante da face.
Assim tem início o enredo de Os Olhos Sem Rosto,  longa-metragem de 1960, dirigido por Georges Franju, co-fundador (em 1936) da Cinemateca francesa, conhecido, antes de Les Yeux Sans Visage, por dirigir filmes caracterizados pelo engajamento social, como A Cabeça Contra o Muro – longa-metragem de 1959, onde Pierre Brasseur também interpreta um médico, nesse caso, em um asilo psiquiátrico – e O Sangue das Bestas, documentário de 1949, sobre abatedouros em Vaugirard. 
Elementos desses dois filmes, envolvendo respectivamente a medicina e o escapelamento, retornam no filme aqui analisado. Considerado um clássico do cinema, na tradição do horror, do noir e do gótico, Os olhos sem rosto inspirou filmes como O segredo do Dr. Orloff (1964); Os predadores da noite (1988) – ambos dirigidos por Jesús Franco –; A outra face (1997), de Jhon Woo; e o recente A pele que habito (2011), dirigido por Pedro Almodóvar.
O filme Os Olhos Sem Rosto também pode ser visto como um alerta, uma crítica ácida à medicina experimental, de tentativa e erro, levada ao extremo. “Os Olhos Sem Rosto” reforça nossos mais profundos temores de infância. Quem de nós, quando criança, não achava que os médicos e enfermeiras eram agentes do mal? Se você planeja submeter-se a uma cirurgia plástica no futuro, evite assistir a este belo filme do terror francês. Sombrio e triste. Porém, brutalmente poético.

Fonte: texto escrito por Leonardo Araújo Oliveira, disponível em desenredos.dominiotemporario.com; parte final retirada do sítio e-motionmovies.blogspot.com.br

sábado, 25 de maio de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - Uma Loira Para Três (She Done Him Wrong), 1933

"Isto é um revólver no seu bolso ou você está contente por me ver?"
Mae West para Charles Osgood.
She Done Him Wrong, 1933




Uma cantora e dona de boate em Nova York é surpreendida com o retorno de um ex-namorado que escapa da prisão. O perigo está por perto, já que tem muitos amigos homens que provavelmente o ex-namorado não gostará de conhecer.


Fonte: Livro Cinema Falado, escrito por Renzo Mora.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - Jantar às Oito (Dinner at Eight), 1933

"- Eu estava lendo um livro outro dia...
O cara dizia que as máquinas vão substituir as
pessoas em todas as profissões.
- Querida, taí uma coisa que não deve te preocupar."
Jean Harlow e Marie Dressler.
Jantar às Oito, 1933



Jantar às Oito é uma bela surpresa. Com um elenco estelar, dirigido por George Cukor em 1933, época em que Hollywood produzia às dezenas comedinhas escapistas para um país afundado na Grande Depressão, o filme ousa misturar o tom de comedinha escapista com temas dramáticos, pesados – inclusive a própria Depressão.
É preciso realçar este ponto: 1933 era a época de comedinhas ligeiras, muitas delas abordando a vida dos muito ricos. Enchiam-se as telas de elegantes mulheres em vestidos de noite e homens em black-tie, entrando e saindo de boates, de restaurantes – enquanto centenas de milhares de americanos perdiam seus empregos e mergulhavam na miséria, a partir da crise econômica mais grave do século XX, iniciada com a quebra da Bolsa de Nova York em 1929. A ordem era o escapismo, puro e simples.
E eis que Jantar às Oito – baseado em peça teatral de George S. Kaufman e Edna Ferber, esta última a autora do romance que daria origem a Assim Caminha a Humanidade/Giant, de George Stevens, nos anos 50 – mostra, sim, um grupo de muito ricos, com seus vestidos de noite e black-tie, mas fala de dificuldades financeiras, falência, empresários sem dinheiro.
E não só: em plena vigência do Código Hays, o rígido, duríssimo código de autocensura imposto pelos próprios estúdios, Jantar às Oito fala de infidelidade conjugal, algo expressamente banido, proibido, interditado. Mostra até mesmo um pedaço da coxa da estrela Jean Harlow! E aborda também alcoolismo, fracasso, corrupção, suicídio.


As coisas não iam nada bem nos Estados Unidos, em 1933, o ano em que Jantar às Oito foi feito. Entre 1927, o ano do primeiro filme sonoro, e 1930, o primeiro ano após a quebra da Bolsa, a média de público nos cinemas americanos era de 110 milhões por semana. Essa média desabou para 60 milhões entre 1931 e 1933. O lucro da MGM havia caído; a Paramount devia US$ 282 milhões a diversos credores. Os estúdios na época possuíam suas próprias cadeias de salas de espetáculo, e, para enfrentar os tempos duríssimos e tentar impedir a contínua queda nas bilheterias, os preços dos ingressos caíram. Depois de uma época em que chegaram a receber US$ 3 milhões por dia, os cinemas americanos viram esse número cair abaixo de US$ 1 milhão. Estúdios cortaram salários dos empregados.
Essas informações estão em The MGM Story e também no livro That Was Hollywood – The 1930s, de Allen Eyles. Especificamente sobre o filme, ele diz: “O filme all-star da MGM depois de Grand Hotel foi mais barato de fazer e até mais rentável. Os astros foram usados durante o mínimo tempo possível, trabalhando de dois até 12 dias no filme, e o custo ficou abaixo de US$ 400 mil.” Outra fonte, o Cinebooks’, diz que, destes US$ 400 mil, US$ 110 mil foram para os autores da peça.
Só encontro menção ao Código Hays no Cinebooks’ – mas nem ali se fala da questão da infidelidade conjugal. O que o Cinebooks’ diz é que o representante da censura na Costa Oeste, um auxiliar de Will Hays, teria advertido Selznick sobre a cena do suicídio, algo bastante inadequado.


Em 1933, Marie Dressler foi a maior bilheteria dos Estados Unidos pelo segundo ano consecutivo. Não era Mae West, Jean Harlow, Clark Gable, Greta Garbo – a estrela que mais levava gente ao cinema era a feia, gorda, velhota Marie Dressler, nascida em 1868 – morreria no ano seguinte, 1934. A biografia dela no IMDb começa assim: “Depois de vê-la, você não se esqueceria dela. Apesar de sua idade e peso, ela veio a ser um dos maiores chamarizes das bilheterias na era do som. Tinha 14 anos quando se uniu a um grupo de atores e começou a trabalhar no teatro e em operetas. Em 1892 estava na Broadway, e mais tarde tornou-se uma estrela como comediante do circuito de vaudeville. Em 1914 trabalhou ao lado de Chaplin em Carlitos – O Inesquecível.”
Conhecer Marie Dressler é mais um motivo para se admirar este Jantar às Oito.

Fontes: texto escrito por Sérgio Vaz, disponível em 50anosdefilmes.com.br e Livro Cinema Falado, escrito por Renzo Mora, todos os direitos reservados.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Os caras mais memoráveis do cinema: Zé do Caixão (Coffin Joe) por José Mojica Marins

Josefel Zanatas nasceu em berço de ouro, seus pais tinham uma rede de agências funerárias, fato que fez com que Josefel fosse uma criança muito sozinha, pois seus colegas o discriminava por causa da profissão de seus pais. Na escola era um ótimo aluno e, como não tinha amigos, fez dos livros seus grandes companheiros.
Foi na escola que conheceu Sara, uma menina muito bonita e de boa família. Logo se tornaram grandes amigos, não se separavam por nada. Cresceram juntos e com o passar do tempo a amizade se transformou em amor. Decidiram que iriam se casar e mudar para uma cidade maior onde teriam mais chances de crescer na vida. Sara queria se casar fora do país, então tanto os pais de Sara quanto de Josefel resolveram viajar antes para começarem os preparativos para cerimônia. Durante o voo  uma tragédia acontece: o avião com os pais de Sara e Josefel sofre um acidente e não há sobreviventes. Por causa do luto eles decidem adiar o casamento.


Em decorrência da II Guerra Mundial, em agosto de 1943, cria-se a Força Expedicionária Brasileira (FEB). Somente vinte e oito mil pessoas se alistaram, Josefel era um deles e em conversa com Sara decidem juntos que só casariam quando ele voltasse da guerra. E assim, na noite de 30 de junho, Josefel parte para a Itália. Durante o tempo que ficou lá, Josefel sofreu muito, e as saudades de Sara foram aumentando depois que ele parou de receber cartas dela. Depois que Josefel partiu para a Guerra, Sara continuou cuidando da funerária. Sempre escrevia para ele, mas depois de muitas cartas sem resposta, acabou concluindo que ele deveria estar morto. Como a vida não estava fácil, Sara aceitou o convite que havia recebido do prefeito e se casou com ele.
No dia 18 de julho de 1945, Josefel desembarca na estação de sua cidade e percebe que a cidade está vazia e sua casa fechada. Desesperado para encontrar Sara, decide perguntar a um bêbado onde estavam todos. O bêbado informa que a cidade inteira estava na casa do prefeito, pois havia uma festa para comemorar a volta dos "Pracinhas".


Chegando na festa ele encontra Sara sentada no colo do prefeito e, antes que ela pudesse se explicar, ele saca o revólver e mata os dois. Josefel não é condenado pelo crime pois foi alegado que ele estava traumatizado pela guerra. Para ele não importava ser preso ou não, ele havia perdido Sara e com ela perderia também o sentimento chamado amor.
Josefel, que até então era um homem doce e bondoso, se torna uma pessoa amarga e sem sentimentos. Passa então a aterrorizar os moradores da cidade e logo recebe o apelido de Zé do Caixão.
Zé do Caixão é um homem sem crenças, não acredita em Deus nem no Diabo, só acredita nele mesmo, acha que é o único que pode fazer justiça. Seu objetivo é encontrar uma mulher que compartilhe seus pensamentos e juntos tenham um filho, que possa dar continuidade à sua espécie, que ele acredita ser superior.


Para Zé do Caixão, as crianças são os únicos seres puros, sem maldade no coração. Em busca pela mulher superior, ele passa por cima de todos aqueles que atrapalharem seus planos, não tem dó nem piedade e mata se for preciso. Zé ainda não encontrou a mulher ideal para lhe dar um filho, mas sua busca impiedosa não terminará enquanto viver.

A biografia de Josefel Zanatas (Zé do Caixão) é baseada em fatos fictícios. As datas e acontecimentos citados na biografia foram revelados por José Mojica Marins.

[Trilogia do Zé do Caixão, 1964 - 1968]

sábado, 11 de maio de 2013

7 filmes para comemorar o Dia das Mães se divertindo, cantando, rimando e, é claro, chorando.

1. Flores de Aço (Steel Magnolias), 1989


Shelby Eatenton (Julia Roberts) está prestes a se casar com um rico advogado. Para se preparar para o casamento ela vai com sua mãe, M'Lynn (Sally Field), até o salão de cabaleireiro de Truvy Jones (Dolly Parton). Sabendo que por causa da festa terá serviço extra, Truvy contratou de imediato Annelle Dupuy (Daryl Hannah), para que ambas possam dar conta do trabalho. O fato de ser diabética faz com que Shelby saiba de antemão que ter um filho é também um grande risco para sua saúde. Portanto, quando meses mais tarde ela anuncia que está grávida, M'Lynn passa a ter que o corpo da filha não aguente a gestação. Apesar do risco, Shelby decide seguir adiante com a gravidez.


2. Gypsy - Em Buca de um Sonho, 1962


Primeiro um sucesso literário, o livro "Gypsy, A Memoir", autobiografia de Gypsy Rose Lee, conquistou também os palcos como musical da Broadway e chegou à telas de cinema para contar a história da dançarina Gypsy Rose Lee e seus conflitos com a enérgica mãe, Mama Rose. O musical tem músicas de Jule Styne, letras de Stephen Sondheim e texto de Artur Laurents, o roteiro é de Leonard Spigelgass. O filme foi indicado a três prêmios Oscar e em 1993 foi refeito para a televisão.

3. Honrarás Tua Mãe (Mother India), 1957


É um filme indiano, escrito e dirigido por Mehboob Khan e estrelado por Nargis, Sunil Dutt, Rajendra Kumar e Raaj Kumar. O melodrama é um remake do primeiro filme de Mehboob Khan,  Aurat (1940). Conta a história de uma mulher pobre chamada Radha que, além de lutar contra as dificuldades diárias da miséria, luta para criar e cuidar dos seus filhos. 
O filme bateu recordes de bilheteria na Índia e é lembrado como o maior blockbuster indiano de todos os tempos e talvez seja também o filme mais reverenciado do país. Foi o primeiro longa-metragem indiano a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, em 1958.  

4. Tudo Sobre Minha Mãe (Todo sobre mi madre), 1999
  

No dia de seu aniversário, Esteban (Eloy Azorín) ganha de presente da mãe, Manuela (Cecilia Roth), uma ida para ver a nova montagem da peça "Um bonde chamado desejo", estrelada por Huma Rojo (Marisa Paredes). Após a peça, ao tentar pegar um autográfo de Huma, Esteban é atropelado e termina por falecer. Manuela resolve então ir de encontro ao pai, que vive em Barcelona, para dar-lhe a notícia, quando encontra no caminho o travesti Agrado (Antonia San Juan), a freira Rosa (Penélope Cruz) e a própria Huma Rojo.

5. Erin Brokovich - Uma Mulher de Talento, 2000


Erin (Julia Roberts) é a mãe de três filhos que trabalha num pequeno escritório de advocacia. Quando descobre que a água de uma cidade no deserto está sendo contaminada e espalhando doenças entre seus habitantes, convence seu chefe a deixá-la investigar o assunto. A partir de então, utilizando-se de todas as suas qualidades naturais, desde a fala macia e convincente até seus atributos físicos, consegue convencer os cidadãos da cidade a cooperarem com ela, fazendo com que tenha em mãos um processo de 333 milhões de dólares.

6. Rosa de Esperança (Mrs. Miniver), 1942


Uma família comum de classe-média inglesa deve enfrentar o fato de seu filho ter ido para a guerra. Mais tarde, eles mesmo sentirão os trágicos efeitos do conflito, em seu próprio jardim. O filme pode ser considerado historicamente importante: foi uma história de esperança e positivismo lançada perto do auge do conflito. Vencedor do Oscar de Melhor Filme de 1943.

7. A Noviça Rebelde (The Sound of Music), 1965


No final da década de 30, na Áustria, quando o pesadelo nazista estava prestes a se instaurar no país, uma noviça (Julie Andrews) que vive em um convento mas não consegue seguir as rígidas normas de conduta das religiosas, vai trabalhar como governanta na casa do capitão Von Trapp (Christopher Plummer), que tem sete filhos, viúvo e os educa como se fizessem parte de um regimento. Sua chegada modifica drasticamente o padrão da família, trazendo alegria novamente ao lar da família Von Trapp e conquistando o carinho e o respeito das crianças. Mas ela termina se apaixonando pelo capitão, que está comprometido com uma rica baronesa.

terça-feira, 30 de abril de 2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - Noite Após Noite (Night After Night), 1932

"- Meu Deus, que diamantes!
- Deus não teve nada a ver com isso, querida."
Mae West para a garota da chapelaria.
Noite Após Noite, 1932




Noite Após Noite foi dirigido por Archie Mayo e estrelado por George Raft e Constance Cummings. Foi feito como veículo para Raft, porém o filme acabou dominado por Mae West, em sua estreia nos cinemas. Anos depois, Raft afirmou que ela "roubou tudo, exceto as câmeras".
Mae reescreveu suas cenas e já mostra a que veio na primeira delas: ao ser saudada por uma guardadora de chapéus com um "Deus, que diamantes!", ela responde: "Deus não teve nada a ver com isso, queridinha".
Para o historiador Ken Wlaschin, este é um dos dez melhores filmes, tanto de Raft quanto de Mae. Os dois voltariam a trabalhar juntos em Sextette (1978), último filme de Mae, e faleceriam com dois dias de diferença: ela em 22 de novembro de 1980 e ele, em 24 de novembro do mesmo ano.

Fontes: Livro Cinema Falado, escrito por Renzo Mora e wikipedia.org

terça-feira, 23 de abril de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - O Expresso de Shangai (Shanghai Express), 1932

"Foi preciso mais de um homem para mudar
meu nome para Shangai Lily."
Marlene Dietrich para Colin Clive Brook, explicando que
seu novo nome não se deve a um casamento.
O Expresso de Shangai, 1932


China, 1931. Durante a guerra civil, um trem vai de Pequim a Xangai e o que causa alvoroço mesmo, apesar dos temores com a guerra, é a presença da bela cortesã Shanghai Lily (Marlene Dietrich). Além dela, figuras como um mestiço enigmático, uma chinesa misteriosa e um major francês também estão na viagem. Por causa da confusão política que era o país na época, o trem é parado por tropas do governo que prendem um rebelde, só que depois quando o trem volta a andar, outro problema. O sr. Chang (Warner Oland) se revela um comandante rebelde e resolve tomar o trem com suas tropas e também fazer um passageiro de refém. O capitão britânico Donald Doc (Clive Brook), ex-amante de Shanghai Lily, é o escolhido.


Fontes: Livros Cinema Falado, escrito por Renzo Mora e www.adorocinema.com

sábado, 20 de abril de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - Grande Hotel (Grand Hotel), 1932

"Eu quero ficar sozinha."
Greta Garbo para John Barrymore.
Grande Hotel, 1932



O filme de 1932 é um clássico de drama da época pós-depressão norte-americana. Foi dirigido por Edmund Goulding ("meu diretor favorito depois de William Wyler", segundo Bette Davis com quem trabalhou em Vitória Amarga, Eu Soube Amar e A Grande Mentira). O roteiro, escrito por Vicki Baum e William A. Drake, foi baseado no romance e peça de teatro Menschen im Hotel, da primeira, e na peça de teatro Grand Hotel (um grande sucesso da Broadway), de autoria do segundo. Venceu o Oscar de 1932 na categoria de melhor filme (a única categoria para a qual o filme foi indicado).



Fontes: Livros Cinema Falado, escrito por Renzo Mora e Coleção Folha Clássicos do Cinema (Livro-DVD - 7).

terça-feira, 16 de abril de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - A Múmia (The Mummy), 1932


"Ela saiu para dar uma voltinha."
Bramwell Flecher, falando sobre a ausência da
personagem-título.
A Múmia, 1932



A Múmia foi lançado em 1932 e foi o primeiro a tratar desse tema que depois foi retomado pelo cinema em diversas produções. Dirigido por Karl Freund e estrelado por Boris Karloff no papel da múmia do príncipe Imhotep, o príncipe do Egito Antigo, que é ressuscitada acidentalmente por um dos membros de uma expedição arqueológica. A múmia viva se passa por um egípcio contemporâneo com o nome de Adarth Bey (anagrama em inglês para "Death by Ra" - Morte por Rá) para ajudar a expedição e para descobrir a tumba do seu milenar amor, uma princesa que (depois ele descobre) reencarnou em Helen Grosvenor (Zita Johann), uma bela e jovem mulher. 



Fontes: Livro Cinema Falado, escrito por Renzo Mora e wikipedia.org.

domingo, 14 de abril de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - Anjos do Inferno (Hell's Angels), 1930


"Você ficaria chocado se eu vestisse
algo mais confortável?"
Jean Harlow para Bem Lyon.
Anjos do Inferno, 1930



Estreou em 15 de novembro de 1930 mundialmente e foi considerado o filme mais caro feito até então, com um orçamento de, aproximadamente, US$ 3,8 milhões.
Howard Hughes, o diretor, desejava realismo absoluto e em virtude disso ocorreram acidentes dramáticos e fatais durante as filmagens. Em maio de 1928,o piloto Al Wilson escapou da morte quando o avião que conduzia, um Fokker D. VII, mergulhou em uma densa névoa ficando sem visibilidade. Wilson teve que saltar, em baixa altitude, caiu no telhado de uma residência em Hollywood enquanto a avião se despedaçou ao lado da casa do magnata Joseph Michael Schenck. Mas o pior estava por vir. 
Em meio às filmagens intensas, novos acidentes, porém, estes últimos sérios e fatais. Um piloto de avião morreu ao se chocar contra fios de alta tensão; outra morte de outro piloto aconteceu quando o avião deste ficou sem combustível e mergulhou ao chão dando cambalhotas. Uma terceira morte ocorreu quando um piloto tentou se exibir, em um voo sem filmagem e houve uma pane no manche da aeronave que caiu com violência ficando totalmente despedaçada. 
O pior acidente ocorreu por conta do desejo do diretor de realismo numa cena de combate com um bombardeiro aéreo, uma tomada muito difícil. Hughes exigia que o avião fazesse um parafuso quase até ao chão. Os pilotos consideraram a cena muito difícil de executar e assim se recusaram. Porém, o piloto Al Wilson, que já tinha se acidentado nas filmagens, aceitou a tarefa desde que tivesse a ajudo de um auxiliar para operar o dispositivo de fumaça do aparelho. Na tomada da cena, quando o avião (um Sikorski) estava a sete mil pés de altura, precipitando-se para o chão com grande velocidade, ocorreu a ruptura do tecido da asa direita do aparelho. O piloto Al Wilson conseguiu pular de pára-quedas, porém, o auxiliar Phil Jones não saltou e morreu na queda da aeronave.


Fontes: Livro Cinema Falado, escrito por Renzo Mora e wikipedia.org.

sábado, 13 de abril de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - Agora ou Nunca (The Virginian), 1929


"Se você quiser me chamar disso, sorria."
Gary Cooper para Walter Huston,
ao ser chamado de pernudo filho da puta.
Agora ou Nunca, 1929


Agora ou Nunca é o segundo filme no qual o diretor Victor Fleming (diretor também de ...E o Vento Levou e O Mágico de Oz) e o ator Gary Cooper (O Galante Mr. Deeds) trabalharam juntos. O anterior foi The Wolf Song - lançado no mesmo ano só que em março, enquanto The Virginian, em novembro.
O filme que teve um orçamento de US$ 425 mil foi baseado em um famoso livro que também virou peça teatral e, em momento algum, é citado o verdadeiro nome do virginiano. 


A mesma história já havia sido contada antes nos filmes: O Paladino da Vitória (1914) e The Virginian (1923). Depois também não parou de ser contada com os filmes: Suprema Decisão (1946) e O Homem do Oeste (2000).

Fontes: Livro Cinema Falado, escrito por Renzo Mora e adorocinema.com.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - O Cantor de Jazz (The Jazz Singer), 1927


"Espere um minuto, espere um minuto...
Você ainda não ouviu nada!"
Al Jolson, no primeiro filme falado.
O Cantor de Jazz, 1927



O Cantor de Jazz (The Jazz Singer) foi o primeiro filme de grande duração com falas e canto sincronizados na película. O musical estreou em 6 de outubro de 1927 e a partir daí os filmes mudos  foram totalmente substituídos pelos filmes falados ou talkies, que passaram a ser a grande novidade.
Na verdade sempre existiu a fala e o canto no cinema, pois nas primeiras projeções os atores e atrizes cantavam escondidos atrás da tela, como uma dublagem, assim como muitos pianistas ficavam à frente da tela, improvisando, enquanto a projeção dos primeiros curtas seguia. Por isso, O Cantor de Jazz é considerado o primeiro filme no qual o som estava gravado ou registrado na película.


Al Jolson, famoso cantor de jazz da época, canta várias canções no filme, dirigido por Alan Crosland e produzido pela Warner. A história é baseada numa peça de mesmo nome, um grande sucesso da Broadway em 1925, remontada em 1927, com George Jessel no papel principal.
Foi um dos primeiros filmes a ganhar o Oscar, dividindo a premiação especial com O Circo de Charlie Chaplin.

Fontes: Livro Cinema Falado, escrito por Renzo Mora e wikipedia.org.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

E o Oscar 2013 foi... óbvio, mas com uma das melhores cerimônias!


Melhor filme
Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi
Lincoln
A Hora Mais Escura
Os Miseráveis
O Lado Bom da Vida
Indomável Sonhadora
Amor

Melhor ator
Daniel Day-Lewis - Lincoln

Melhor atriz
Jennifer Lawrence - O Lado Bom da Vida

Melhor ator coadjuvante
Christoph Waltz - Django Livre

Melhor atriz coadjuvante
Anne Hathaway - Os Miseráveis

Melhor diretor
Ang Lee - As Aventuras de Pi

Melhor roteiro original
Quentin Tarantino - Django Livre

Melhor roteiro adaptado
Chris Terrio - Argo

Melhor filme em lingua estrangeira
Amor (Áustria)
O Amante da Rainha (Dinamarca)
Kon-Tiki (Noruega)
No (Chile)
War Witch (Canadá)

Melhor longa animado
Valente
Frankenweenie
Detona Ralph
ParaNorman
Piratas Pirados!

Melhor trilha sonora original
Mychael Danna - As Aventuras de Pi

Melhor canção original
"Skyfall"- 007 - Operação Skyfall

Melhores efeitos visuais
As Aventuras de Pi

Melhor maquiagem
Os Miseráveis

Melhor fotografia
As Aventuras de Pi

Melhor figurino
Anna Karenina

Melhor direção de arte
Lincoln

Melhor documentário
5 Broken Cameras
The Gatekeepers
How to Survive a Plague
The Invisible War
Searching for Sugar Man

Melhor documentário em curta-metragem
Inocente
Kings Point
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption

Melhor montagem
Argo

Melhor curta
Asad
Buzkashi Boys
Curfew
Death of a Shadow (Dood van een Schaduw)
Henry

Melhor curta animado
Adam and Dog
Fresh Guacamole
Head over Heels
Maggie Simpson in "The Longest Daycare"
Paperman

Melhor edição de som
007 - Operação Skyfall
A Hora Mais Escura

Melhor mixagem de som
Os Miseráveis

                                                 Os momentos memoráveis...












PEACE ALL!