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domingo, 26 de maio de 2013

Arrested Development no Netflix!


Foram sete anos fora do ar. Nesse período, “Arrested development” — aclamada pela crítica, mas ignorada pelo grande público — tornou-se cult após seu fim, e arrebanhou uma legião de fãs. Fãs esses que sonhavam com a volta da disfuncional família Bluth à TV, já que a série terminou abruptamente. O caso é a prova do ditado “quem espera sempre alcança”. Exibida originalmente pela Fox, a sitcom ganhou uma sobrevida por meio da Netflix. O serviço de video on demand conseguiu o que muitos achavam improvável: reuniu todo o elenco e produziu a quarta temporada, com 15 episódios, disponibilizados on-line de uma só vez, a partir de hoje, para seus assinantes.
Considerada uma das melhores comédias televisivas de todos os tempos, com seis Emmys e um Globo de Ouro no currículo, “Arrested development” e seu retorno tiveram três vezes mais repercussão na web que “House of cards”, outra muito falada série original da Netflix. Não à toa, “AD” revelou astros da comédia como Michael Cera, Jason Bateman e Will Arnett, que cresceram e apareceram durante o hiato. Desta vez, cada episódio da trama criada por Michael Hurwitz terá foco num membro dos Bluth, a rica família que precisa lidar com a falência depois que o patriarca (George Bluth Sr., vivido por Jeffrey Tambor) vai preso por corrupção.


Para o criador do seriado, Mitch Hurwitz, a possibilidade de os usuários poderem ver todos os episódios em seguida afetou o desenvolvimento da nova temporada. Em entrevista para a Wired, ele falou sobre o assunto: “o espectador agora está completamente no controle sobre para onde ele quer ir. Na televisão era basicamente como publicar um conto todos os sábados. Agora é mais como uma novela em que você presume que o leitor está interessado o bastante que vai voltar e reler uma seção e então falar: ‘Ah, é sobre isso que eles estão falando, agora entendo’.”

A produção da nova temporada pelo Netflix teve alguns percalços, principalmente para reunir todo o elenco, agora ocupado com participações em filmes e outros seriados. Para ter uma ideia, até mesmo cenas de diálogo tiveram de ser filmadas com fundo verde pela incompatibilidade de agenda dos atores, conforme Hurwitz revelou em entrevista para o The Verge.
Os produtores da série criaram uma maneira peculiar de remunerar o elenco da comédia de forma equânime. De acordo com fontes ouvidas pela revista “The Hollywood Reporter”, os atores vão ganhar uma espécie de “pagamento escalonado” pelas aparições em cada um dos 15 novos episódios.
O ator ou atriz que estrelar o episódio vai receber US$ 125 mil. Se sua aparição for de mais de 90 segundos, mas não for o ator principal do episódio, o pagamento cai para US$ 50 mil. Para as aparições de menos de 90 segundos, o ator ou atriz receberá US$ 10 mil. E se a cena de um personagem for reutilizada em um episódio seguinte, o ator recebe mais US$ 1.000. Os produtores informaram que cada ator irá estrelar pelo menos um episódio da nova temporada.


O criador do seriado, Mitch Hurwitz, disse que os fãs devem imaginar cada episódio como o capítulo de um livro. “Todo mundo tem seu próprio capítulo, mas todos eles são Bluths, então eles interferem nas histórias uns dos outros, e tudo acontece no mesmo período de tempo". O diretor executivo do Netflix também ressaltou que conciliar a agenda de todos os atores foi um grande desafio logístico. “"Eles são muito procurados para estrelar filmes e programas de TV. Eles estão fazendo essa série no intervalo entre um trabalho e outro. Eles fizeram isso por amor ao programa e ao Mitch Hurwitz", explicou o executivo.
Nos três anos que ficou no ar, até 2006, a série recebeu 22 indicações ao Emmy e ganhou 6 delas. A comédia volta ao ar com todo o elenco original, que tem nomes como Jason Bateman, Portia de Rossi, Will Arnet e Michael Cera.

Com a chegada de “Arrested Development”, o Netflix confirma sua aposta em conteúdos exclusivos para bater de frente com rivais como HBO e Amazon. Além da quarta temporada da comédia, o serviço já lançou três seriados originais desde o ano passado: “Lilyhammer”, “House of Cards” e “Hemlock Grove” – mais outra série original do serviço, “Orange is the New Black”, estreia em 11/7.

Fontes:  oglobo.globo.comoglobo.globo.com (por Liv Brandão) e idgnow.uol.com.br (por Luiz Mazetto).