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quarta-feira, 23 de maio de 2012

O sucesso de Evita, o fracasso de Godspell, Leap Of Faith, Priscilla, A volta de Annie e Harvey aos palcos - tudo isso na Broadway & + um pouco de O Mágico de Oz!


Depois de 14 meses de enorme sucesso How to Succeed in Business Without Really Trying encerrou as apresentações e Evita tomou o seu lugar na arrecadação. O musical agora bateu pela sétima vez o recorde de bilheteria e perde em números redondos só pra The Lion King e Wicked, imbatíveis. Por outro lado, Godspell decepciona com pouco mais de duzentos mil dólares de bilheteria (enquanto os sucessos arrecadam os milhões) e fechou, em 13 de maio, Leap Of Faith, o musical indicado ao Tony estrelado por Raúl Esparza com apenas 24 apresentações em previews e 20 normais, um fracasso total que dizem ter custado uns doze milhões. 

Mas más notícias sobre Priscilla- Queen Of The Desert vieram a público: o musical acabará em 24 de junho - CORRA! - na Broadway, no Brasil o ônibus ainda está cheio de brilho. Na Broadway é estrelado por Will Swenson, Nick Adams e Tony Sheldon; começou em 20 de março de 2011 e terá encantado o público em 23 previews e 526 normais apresentações até fechar pela última vez as cortinas.

Lilla Crawford
Enquanto Priscilla vai, os cachinhos ruivos voltam aos palcos de New York é a Annie. Mais precisamente em 3 de outubro, previews, e oficialmente 8 de novembro estrelado por Lilla Crawford e dirigido por James Lapine.



O revival da peça de Mary Chase vencedora de um Pulitzer voltou a Broadway com Jim Parsons, o vencedor de dois Emmy Awards por seu trabalho em The Big Bang Theory, em 18 de maio. Oficialmente as apresentações começarão em 14 de junho no Studio 54, agora está em previews e as apresentações estão lotando, e ficará em cartaz somente até 5 de agosto. Harvey é dirigido por Scott Ellis conta a história de Elwood P. Dowd, um homem que tem como amigo invisível - visível somente para Scott (Jim) - um coelho de 2 metros de altura, o Harvey.

No Ancelmo Gois:

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Download especial - The Lion King (O Rei Leão), CDs das várias versões do musical!

Em exibição na Broadway desde julho de 1997, encenada em 15 países e traduzida para oito línguas diferentes, a adaptação do filme O Rei Leão da Broadway será apresentada pela primeira vez no Brasil, a partir de 7 de março de 2013. O palco escolhido para a montagem é o Teatro Abril, que já recebeu musicais como A Bela e a Fera, O Fantasma da Ópera e A Família Addams. O elenco da produção será formado por atores, bailarinos e cantores brasileiros, responsáveis por dar vida aos personagens do clássico da Disney. A montagem original da Broadway levou ao teatro um público superior a 65 milhões de pessoas e arrecadou cerca de US$ 853 milhões, até agora.
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Möeller & Botelho anuncia parceria com Geo Eventos!

Queridos amigos da M&B:É com grande alegria e entusiasmo que anunciamos a todos a nossa parceria exclusiva com a GEO EVENTOS!
A partir de agora temos casa nova, novo endereço, e muitos muitos musicais pela frente!
O primeiro musical da dupla na empresa vai homenagear Milton Nascimento.
Daremos mais informações muito em breve!

Um beijo a todos
Charles Moeller e Claudio botelho

PRIMEIROS PROJETOS
Milton Nascimento – Nada Será como Antes
Musical sem diálogos que não pretende contar a vida do cantor e compositor mineiro – apenas revelar sua obra. Serão 60 músicas, interpretadas por 11 atores e um quarteto de cordas. Estreia prevista para o dia 5 de agosto no Teatro Net Rio – Sala Tereza Rachel, no Rio.

Como Vencer na Vida Sem Fazer Esforço
Montado pela primeira vez na Broadway em 1961, musical mostra como um lavador de janelas encontra um guia prático de subir nos negócios. Estreia em outubro ou em janeiro de 2013, no Teatro GEO, com Luis Fernando Guimarães (pela primeira vez em um musical) e Bruno Gagliasso.

Dancing Days
Musical de Nelson Motta sobre a casa de espetáculos montada por ele na Gávea, no Rio, nos anos 1970, Lá, tornou-se reduto da disco music e foi onde surgiram, entre outros, os sucessos do grupo Frenéticas. Deve estrear no próximo ano, no Teatro Casagrande, no Rio.


 A dupla escreve mais um capítulo de sua história que se encontra com a história dos musicais no Brasil. Uma linda história na qual a arte é a protagonista e o objetivo é tocar o espectador, emocioná-lo. Sucesso sempre; sempre estarei lá, numa das primeiras fileiras, aplaudindo de pé e enxugando as lágrimas.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Tony Awards 2012 - Os Indicados




 


A cerimônia de premiação da 66º edição dos prêmios Tony, que será realizada no teatro Beacon de Nova York, será apresentada pelo ator Neil Patrick Harris, assim como em 2009 e 2011.
Melhor Peça
Clybourne Park
Other Desert Cities
Peter and the Starcatcher
Venus in Fur
Melhor Ator em peça de teatro
James Corden, de One Man, Two Guvnors
Philip Seymour Hoffman, de Arthur Miller’s Death of a Salesman
James Earl Jones, de Gore Vidal’s The Best Man
Frank Langella, de Man and Boy
John Lithgow, de The Columnist
Melhor atriz em peça de teatro
Nina Arianda, de Venus in Fur
Tracie Bennett, de End of the Rainbow
Stockard Channing, de Other Desert Cities
Linda Lavin, de The Lyons
Cynthia Nixon, de Wit
Melhor Ator de Musical
Danny Burstein, de Follies
Jeremy Jordan, de Newsies
Steve Kazee, de Once
Norm Lewis, de The Gershwins’ Porgy and Bess
Ron Raines, de Follies
Melhor Atriz em Musical
Jan Maxwell, de Follies
Audra McDonald, de The Gershwins’ Porgy and Bess
Cristin Millioti, de Once
Kelli O’Hara, de Nice Work If You Can Get It
Laura Osnes, de Bonnie & Clyde

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Histórico de O Fantasma da Ópera – Musical

The Phantom of the Opera - Um olhar em sua história, por Claudio Erlichman.
Publicado originalmente por Rubens Ewald Filho em r7.com/blogs/rubens-ewald-filho
 
“Eu estava escrevendo alguma coisa na época e percebi que a razão de estar sem inspiração era porque estava tentando escrever uma grande história romântica, e estava tentando fazer isso desde que comecei a minha carreira. Então, quando veio o Fantasma, ela estava lá!”. Andrew Lloyd Webber.
Você sabe qual o romance da literatura que já foi musicalizado mais vezes do que qualquer outro? Se você respondeu O Fantasma da Ópera, errou. A resposta correta é A Christmas Carrol (Canção de Natal ou Um Conto de Natal), de Charles Dickens. Porém a obra-prima de Gaston Leroux, escrita em 1911, certamente ocupa o segundo lugar, com muitas e diferentes versões musicais mundo a fora, variando os graus de sucesso.
A primeira foi escrita por Ken Hill e levada no London’s Theatre Royal, Stratford East, em 1984 (ironicamente, Sarah Brightman foi convidada para fazer o papel de Christine nesta produção, declinando do convite, sendo que Andrew Lloyd Webber a assistiu).
Em 1986, o Capital Repertory Company of Albany, Nova York, apresentou sua própria versão com música de David Bishop e letras e libreto de Kathleen Masterson, mais tarde remontada na Alemanha, onde foi muito aclamada.
Naquele mesmo ano a produção de Andrew Lloyd Webber, Charles Hart e Richard Stillgoe estreou no Her Majesty’s Theatre, em Londres, se tornando a grande sensação da década, tanto em Londres quanto em Nova York (e ainda continuam em cartaz celebrando seus 25 anos em outubro de 2011, no East End, e o 24º aniversário em janeiro de 2012, na Broadway, se tornando o musical de mais longa duração).
O compositor de Nine, Maury Yeston, escreveu sua própria versão antes da de Andrew Lloyd Webber, mas o show não foi montado até 1989. Ainda outro Phantom apareceu no Al Hirshfeld Theatre (não aquele da Broadway) em Miami Beach, e para completar a mania, ainda houve The Phantom of the Country Palace, que estreou em 1994, no Marriott’s Lincolnshire Theatre, nos arredores de Chicago.
Entretanto é a versão de Andrew Lloyd Webber a que durou mais que as outras, agora entrando em seu 25º ano na Broadway, tendo seu candelabro caindo sobre a plateia em mais de 10.000 apresentações, e uma bilheteria que já ultrapassou os U$ 5,1 bilhões. Sua versão cinematográfica foi realizada em 2004, e em 2010 estreou Love Never Dies, sua sequência não muito bem-sucedida, em Londres, nunca chegando à Broadway.
No Brasil, o musical estreou em abril de 2005, no Teatro Abril, produzido pela então CIE, no formato “franchising”, ou seja, tudo, de figurinos a cenários e até a marcação de atores no palco, milimetricamente igual à montagem que se via no exterior. Enquanto Saulo Vasconcelos repetia o papel principal que já havia feito na produção mexicana, Sara Sarres e Kiara Sasso se alternavam no papel de Christine. No papel de Raoul tivemos Nando Prado, Edna D' Oliveira como Carlotta, Carolina Puntel como Meg Giry, Paula Capovilla como Madame Giry, Jhonatas Joba como Firmin e Homero Velho como André. A versão brasileira foi de Claudio Botelho.
Ao longo dos anos Andrew Lloyd Webber vem sido acusado de plágio, em vários de seus musicais. Em certas melodias de The Phantom of the Opera nós podemos encontrar o trabalho de alguns compositores como Claude Debussy, Giacomo Puccini e Frederick Loewe. Assim temos na Canção Título influências de Till You, de Ray Repp; Echoes, do Pink Floyd; Alexander Nevski (A Batalha no Gelo), de Prokofiev, e L'après-midi d'un Faune, de Debussy. Music of the Night teria sido “inspirada” por Quelo Che Tacete, de La Fanciulla Del West, de Puccini; e Come to Me, Bend to Me, de Brigadoom, de Lerner & Loewe; e Why Have You Brought Me Here é muito semelhante à Tu Che Digel Sei Cinta, de Turandot, de Puccini.
Veja os vídeos abaixo e julgue você mesmo:
Andrew Lloyd Webber -- Genius or Plagiarist? por perolasblogs  no Videolog.tv.

Songs that might have influenced Andrew Lloyd Webber por perolasblogs  no Videolog.tv.

Daquelas canções que parecem ser originais, algumas são muito bonitas más estilisticamente impróprias para o período em que se passa a ação. Por exemplo, a amável Think of Me, com suas rimas pontilhadas. Aliás, o arranjo da Canção Título a faz parecer como música de discoteca. As letras de Charles Hart (com adicionais de Richard Stillgoe) variam do muito bom ao muito ruim. As seções mais bem-sucedidas do score são seus momentos mais leves, em particular a sequência Notes / Prima Donna.
Dado o nível de qualidade geral do material, as performances do CD com o Original London Cast, 1986 (Polydor, 2 CDs) não são de todo o mal. Michael Crowford está bem atraente como o Fantasma; seus maneirismos e timbre vocal singular servem muito bem ao personagem que é suposto ser um maluco bizarro e, com a ajuda de uma habilidosa engenharia de som, Crawford nos dá algumas notas tão altas que chegam a arrepiar.
A Christine de Sarah Brightman (na época casada com Andrew Lloyd Webber) soa bem quando canta no meio de sua extensão vocal, num nível dinâmico não maior que uma mezzo forte, mas quando canta como soprano sua voz se diluí e começa a ficar estridente quando sobe de tom e de volume, além de seu vibrato ser muito forte para o peso de sua voz. Steve Barton canta bem no papel de Raoul, em especial a bela Al I Ask of You.
Quando este CD foi lançado, os dois discos não tinham faixas, de uma forma que o único jeito que você poderia pular para as várias seções do score era pressionar e segurar os botões de busca forward ou backward no seu CD player. Dizem que Lloyd Webber insistiu nisso, porque havia concebido Phantom como um trabalho unificado e esperava que os ouvintes o experimentassem desta forma!
The Phantom of the Opera nem de longe parece mostrar sinais de encerrar sua temporada. A seu favor temos um score famoso (em “parceria” com Puccini e Prokofiev), uma produção suntuosa dirigida por Hal Prince no seu auge, e acima de tudo, como núcleo, uma história de amor passional e misteriosa que tem ressoado a milhões de espectadores mundo afora.