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sábado, 9 de novembro de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - O Príncipe e o Mendigo (The Prince and the Pauper), 1937

"Nunca acredite ou ame tanto alguém a ponto de não poder traí-lo."
Montagu Love.
O Príncipe e o Mendigo, 1937.



A historia é sobre um jovem mendigo, Tom Canty, que se encontra com o jovem príncipe Edward nos jardins do palácio e é por este convidado para brincarem no castelo. Como eles são incrivelmente parecidos, enquanto se divertem decidem trocar suas vestimentas e inverter seus papéis. Quando o príncipe Edward, vestido com as roupas do mendigo, dá uma saída do palácio a procura de seu cachorro, é confundido pela Guarda que o maltrata e não o deixa mais entrar.
Ninguém acredita quando eles tentam esclarecer o ocorrido. Apenas o malvado conde de Hertford acredita na troca dos garotos e procura tirar proveito da situação. Em conluio com o capitão da Guarda, pede para que seja caçado e morto o verdadeiro príncipe. Quando o rei morre, Tom é coagido a fazer o jogo de Hertford.
Enquanto isso, Edward faz amizade com o soldado Miles Hendon que fica impressionado com suas maneiras nobres. Na manhã seguinte, o pai de Tom, que havia assassinado um padre, foge levando Edward consigo. Ao persegui-lo, Hendon ouve por acaso o capitão da Guarda discutindo com seus homens os planos para assassinar o príncipe Edward antes que o jovem interfira na iminente coroação.
Assim, o verdadeiro príncipe consegue retornar a tempo ao palácio, onde é identificado.

Fontes: 70anosdecinema.pro.br e Livro Cinema Falado, escrito por Renzo Mora.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Gravidade (Gravity), 2013




Intensamente maravilhoso, perfeita descrição de Gravidade. Entrar nesta história de Alfonso Cuarón será um caminho no qual muitos dos seus medos interiores serão expostos na grande tela sem qualquer misericórdia de reviravoltas e clímax. Sandra Bullock com uma linda atuação logo se livra do chato do George Clooney que acha estar fazendo "George Clooney no espaço". Na verdade é "Sandra Bullock no espaço", ou melhor, "Sandra Bullock - o filme". Aflição, muita aflição (se assistir em 3D), e muita emoção este filme apresentará a você. Parece que é no espaço onde o cinema realmente se encontra.

domingo, 29 de setembro de 2013

O Som ao Redor (Neighbouring Sounds), 2012



A vida numa rua de classe-média na zona sul do Recife toma um rumo inesperado após a chegada de uma milícia que oferece a paz de espírito da segurança particular. A presença desses homens traz tranqulidade para alguns, e tensão para outros, numa comunidade que parece temer muita coisa. Enquanto isso, Bia, casada e mãe de duas crianças, precisa achar uma maneira de lidar com os latidos constantes do cão de seu vizinho. Uma crônica brasileira, uma reflexão sobre história, violência e barulho.

Nunca o ordinário foi tão bem filmado com um toque de originalidade e suspense no ar. Aos poucos a história nos envolve e deixa uma fagulha de curiosidade para os próximos acontecimentos extraordinários na mediocridade da vida cotidiana. Não se preocupe, o filme tem final e é o melhor final. Simplesmente um filme merecedor de toda a sua glória.



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Música e cena, a perfeita combinação: Maniac por Michael Sembello em Flashdance, de 1983





A música Maniac foi tema do filme Flashdance, estrelado por Jennifer Beals. Phil Ramone, o supervisor musical do filme foi quem produziu a música. Sembello escreveu a música com Dennis Matkosky, quem teve a ideia após assistir ao filme de William Lustig, Maniac (ganhou um remake recente com Elijah Wood), sobre um serial killer que paga as suas vítimas na cidade de Nova Iorque. 
Sembello disse: "Dennis veio com a ideia e inspirado e me deu uma ideia básica e conseguimos um refrão 'He's a maniac, maniac that's for sure/ He will kill your cat and nail him to the door'. Mas obviamente não estava certo, só conseguimos achar o ponto ao encontrarmos com Phil Ramone, quem nos direcionou dando um conceito mais musical. Sem o Phil não teria acontecido nada".
A canção também foi indicada para o Oscar, mas foi desclassificada pois estava em desacordo com as regras da Academia. A música não foi feita originalmente para o filme, mas foi modificada para ser colocada no filme. 
As cenas de dança foram feitas pela dublê Marine Jahan, Jennifer Beals não dança realmente no filme.

Fonte: songfacts.com

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Em cartaz: A Madrinha Embriagada


Adaptação do premiado “The Drowsy Chaperone”, que fez temporada na Broadway em 2006 e 2007, a comédia musical “A Madrinha Embriagada” estreou no Teatro Popular do Sesi, em São Paulo. E o responsável pela adaptação e direção é o nosso querido Miguel Falabella que ambientou a trama na São Paulo dos anos 20, ressaltando as características econômicas e políticas da época e toda a efervescência cultural do Modernismo. 

Orçado em R$ 12 milhões, o musical traz um elenco com 25 integrantes, entre eles nomes consagrados do gênero, como Sara Sarres, Stella Miranda, Kiara Sasso e Saulo Vasconcelos. Nas coxias, os números também impressionam: são 180 peças de figurino, 40 perucas e 65 pares de sapatos. Uma orquestra formada por 15 músicos divide o palco com os atores em uma temporada de 11 meses, totalizando 325 apresentações (oito por semana). 

– Curiosamente, eu vinha de uma pesquisa sobre a São Paulo dos anos 20 porque estava trabalhando na adaptação musical de “Memórias de um Gigolô”, que se passa quase na mesma época, e então surgiu o convite do (ator e produtor) Cleto Baccic. Já havia assistido na Broadway, em 2006, amei o espetáculo. É uma bela homenagem aos atores de comédia musical dos anos 20, mapeando o DNA de um estilo teatral muito específico, o das revistas musicais. Quis transportar para o Brasil, para também celebrar o legado que os brasileiros receberam de grandes artistas como Henriqueta Brieba, Zilka Salaberry, Zé Trindade, Osacarito, Arthur Costa Filho e tantos outros – destaca Falabella.


Na adaptação do texto de Don Mc Kellar e Bob Martin, a história gira em torno do personagem Homem da Poltrona, um fã de musicais que escolhe ouvir o LP de um espetáculo chamado “A Madrinha Embriagada”, que teria estreado em 1928, no Teatro São Pedro, em São Paulo. Na montagem, a musa do teatro, Jane Valadão (Sara Sarres), decide deixar os palcos para se casar com o empresário Roberto Marcos (Frederico Reuter). Uma madrinha é contratada para acompanhar e cuidar da noiva antes do casamento: justamente sua “madrinha embriagada”, interpretada pela atriz Stella Miranda. O dono do teatro, Sr. Iglesias (Saulo Vasconcelos), e outros personagens têm motivos de sobra para que esse casamento não aconteça. 


O musical ficará em cartaz em São Paulo até 29 de junho de 2014. Todos os ingressos para o mês de agosto já estão esgotados. Mas a cota de reservas para setembro foi liberada a partir de 20/8, pelo site do instituto sesisp.org.br. Os interessados podem fazer o cadastro online, escolher datas, lugares e seguir as instruções. Uma palavra: IMPERDÍVEL!

Fonte: globoteatro.com.br (com adaptações).

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - O Mágico de Oz (The Wizard of Oz), 1939

"Totó, eu tenho a impressão de que
nós não estamos mais no Kansas."
Judy Garland para seu cachorro.
O Mágico de Oz, 1939.



Fonte: Livro Cinema Falado, escrito por Renzo Mora.

sábado, 10 de agosto de 2013

Vera do Canto e Mello em apresentação especial no show The American Songbook

O espetáculo, "Vera do Canto e Mello em The American Songbook", marca a volta à cena dessa nossa grande dama do teatro musical brasileiro. Ela retorna aos palcos cariocas para interpretar grandes sucessos dos maiores musicais de todos os tempos como "So In Love" de "Kiss Me Kate" (que em breve ganhará uma versão brasileira pela dupla Möeller & Botelho), "Somewhere" do belo "West Side Story", além de canções de Cole Porter, George Gershwin e Stephen Sondheim.
Darwin Del Fabro, o jovem diretor desse show que promete ser inesquecível, disse em conversa especial com o blog que "a experiência de dirigir Vera nasceu de uma grande parceria nossa. Ela cuida vocalmente de mim desde que cheguei ao Rio e me acompanha desde o meu primeiro musical... e lá se vão quase 5 anos. Temos muita intimidade pois, além de aluno, sou um amigo, o que é uma grande honra pra mim!"


Vera do Canto e Mello e Darwin Del Fabro.
 Fotos do arquivo pessoal do diretor e ator.

Sobre como ele foi convidado para dirigir o espetáculo após vários sucessos que participou como ator em musicais recentes no Brasil, Darwin falou que "quando ela surgiu com a ideia de voltar aos palcos e me convidou para dirigi-la eu realmente fiquei sem palavras. Temos nos divertido e nos emocionado muito nos ensaios, e tudo está sendo muito gostoso. Vera é uma artista completa e eu é que aprendo muito todos os dias no convívio com esse grande talento, desprendida de qualquer vaidade nos ensaios."
Ele finalizou fazendo um convite especial e irresistível: "Estamos acompanhados do excelente pianista Márcio Castro, que também assina a direção musical e que criou lindos arranjos para essa grande voz. Estou ansioso e muito feliz. Espero que todos compareçam para essa celebração que acontecerá no dia 16!" Imperdível!



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - Casar é Melhor (The Bride Walks Out), 1936

"- E por que vocês casaram?
 - Eu não sei... Estava chovendo e
 nós estávamos em Petesburgo."
 Barbara Stanwyck e Helen Broderick.
 The Bride Walks Out, 1936.


Dirigido por Leigh Jason e estrelado por Barbara Stanwick e Gene Raymond, Casar é Melhor foi o primeiro trabalho do produtor Edward Small para a RKO, o filme foi um sucesso de público. O enredo comum e batido é compensado por diálogos de qualidade e um elenco afiado, onde se destacam Robert Young, Helen Broderick e Ned Sparks.



Carolyn e Michael acabaram de se casar. Ela gosta de ter do bom e do melhor, mas o marido ganha pouco e a trata com rédeas curtas. Ela, então, arranja um emprego, mas não conta para ele, porque ele é contra. Um dia, Carolyn conhece o ricaço Hugh e fica tentada a trair Michael. Quem vencerá, o amor ou a luxúria?

Fonte: Livro Cinema Falado, escrito por Renzo Mora.

domingo, 28 de julho de 2013

As várias versões da música If I Were A Rich Man originalmente do musical Fiddler On The Roof (Um Violinista no Telhado) de 1964

A canção foi escrita por Sheldon Harnick e Jerry Bock. O título foi inspirado no monólogo de 1902 de Sholem Aleichem escrito em Yiddish chamado Ven ikh bin Rothschild (If I were a Rothschild) em referência à riqueza da família Rothschild. A letra é baseada em parte nas passagens da curta história do próprio Aleichem escrita em 1899 chamada The Bubble Bursts. Ambas as histórias fontes de inspiração para a música e o musical são da coleção de contos Tevye's Daughters, publicada em inglês no ano de 1949.















sexta-feira, 19 de julho de 2013

Murder Ballad



Murder Ballad é um musical que conta a turbulenta história de um triângulo amoroso na cidade de New York. Todas as complicações do amor, as promessas, as traições, tudo ao som de um musical de rock. O musical Off Broadway é um daqueles que prometem uma experiência única ao espectador, com uma imersão total na história de amor, uma noite realmente diferente numa casa noturna com umas bebidas e muita emoção e música.
O sucesso no outono passado no Manhattan Theater Club, sendo aclamado pela crítica, fez com que um time de produtores apostassem na produção nesta temporada, ainda no Off Broadway. Assim, Murder Ballad entrou em cartaz no Union Square Theater. Porém, o sucesso não se repetiu e, após 17 apresentações prévias e 70 regulares, o show irá sair de cartaz no dia 21 de julho. A produção atual custou $1.6 milhões e pode ser considerada um fracasso comercial.
A atmosfera do espetáculo é refletida no bar no palco, onde é servido cerveja e vinho antes das apresentações para a platéia, alguns espectadores ficam nas mesas próximas de onde os atores se apresentam, brigam e fazem acontecer.  Outras produções Off Broadway com esse ar de bar e casa noturna com uma platéia integrada ao espetáculo estão em cartaz como Natasha, Pierre and the Great Comet of 1812 (realizado em uma tenda) e Here Lies Love (no Public Theater até 28 de julho).


|2012 Off-Broadway Cast|

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Filmes quase atuais: Festa, 1989






Neste clássico do cinema brasileiro um tocador de gaita, um jogador de sinuca e seu velho assistente são convidados para animar uma festa de granfinos, mas o tempo vai passando e eles nunca são chamados para se apresentarem. Durante sua espera no hall de entrada presenciam todo tipo de absurdos conforme a festa prossegue e os convidados vão ficando mais desinibidos. Vencedor do Festival de Gramado de 1990 nas principais categorias, o filme dirigido e escrito por Ugo Giorgetti tem no seu elenco Antonio Abujamra, Otávio Augusto, Marcelo Mansfield, Lala Deheinzelin, Iara Jamra, Ney Latorraca, José Lewgoy, Jorge Mautner, Patrícia Pillar e Adriano Stuart. Uma comédia divertida que só faltou ter Peter Sellers como o convidado trapalhão para fazer desta a melhor das festas - talvez eles estivessem na mesma festa, só não se encontraram... ainda bem! 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Os Guarda-Chuvas do Amor (Les Parapluies de Cherbourg) de 1964










Cherbourg, 1957. Guy Foucher (Nino Castelnuovo) é um jovem de 20 anos que foi criado pela madrinha e trabalha como mecânico de carros. Ele é apaixonado por Geneviève Emery (Catherine Deneuve), uma adolescente de 17 anos que ajuda sua mãe viúva no negócio da família: uma loja de guarda-chuvas, que é elegante mas pouco lucrativa. Geneviève também o ama, mas sua mãe acha que ela é muito nova para casar e não vê como Guy pode manter uma família. Ele é convocado para o serviço militar, mas antes de partir Guy e Geneviève fazem amor e ela engravida. Assim ela tem que escolher entre esperar pelo retorno de Guy ou aceitar uma proposta de casamento de Roland Cassard (Marc Michel), comerciante de diamantes, que se propõe a criar o bebê como se fosse seu.
Um filme de Jacques Demy com Catherine Deneuve e Nino Castelnuovo. O melhor trabalho do diretor continua a ser uma obra-prima dos musicais e do cinema com a sua linda história de amor e sua músicas inesquecíveis e emocionantes. A dor de uma saudade, a felicidade de um reencontro, as juras de amor, tudo isso cantado - Os Guarda-Chuvas do Amor é um filme para se guardar no coração. 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os caras mais memoráveis do cinema: Jeff Lebowski em O Grande Lebowski de 1998

Vagabundos de todo o mundo, uni-vos! O Grande Lebowski, dos irmãos Joel e Ethan Coen, presta um tributo irreverente a essa categoria dos deserdados do neo-liberalismo e da globalização. Embora seja rodado em plena cidade de Los Angeles, capital do cinema industrial, trata-se de um filme quase provinciano, com um assumido sotaque caipira, cristalizado na voz do narrador Sam Elliot. Na mesma linha do anterior Fargo, O Grande Lebowski resgata a imagem do americano comum, aquele que não participa diretamente das ações sociais, políticas e econômicas do país. 
Sujo, maltrapilho, bêbado e drogado, o desempregado Jeff Lebowski (Jeff Bridges) encarna o herói às avessas, o capitão anti-América, que luta, em plena crise da Guerra do Golfo, pela menos nobre das causas: reaver o prejuízo de seu tapete urinado. 
A disposição de antagonismos está presente logo na abertura do filme. Enquanto o narrador descreve a vida besta de Lebowski ("o homem mais preguiçoso da cidade"), a câmera percorre a terra árida do oeste americano até desvendar o complexo urbano de L.A. Ali estão as duas Américas: a interiorana e a mundana. A visão antagônica se aprofunda quando Lebowski (também conhecido como "the Dude", "almofadinha", em inglês) entra em cena.


Confundido com um magnata, o desempregado-padrão (que paga um litro de leite com cheque), tem a casa invadida, leva uma surra e ainda por cima vê seu pobre tapete maldosamente danificado. Com a displicência dos mais legítimos vagabundos, Jeff entra no castelo do outro Lebowski (David Huddleston), para cobrar um novo tapete. Descobre um político paraplégico, rodeado por um bajulador e enamorado de uma atriz de filme pornô. 
A visita rende a Jeff um sermão conservador e o envolvimento numa trama patética, em que acaba se transformando em intermediário do seqüestro da amante do magnata. Entre uma e outra confusão, Lebowski, o vadio, passa o tempo na companhia de dois amigos, Donny (Steve Buscemi) e Walter Sobchak (John Goodman), jogando boliche. O primeiro é um inútil total, que entra mudo e sai calado da trama. Já o segundo é mais outro personagem especial da galeria de tipos criados pelos diretores de Arizona Nunca Mais. 
Numa de suas mais marcantes interpretações no cinema, John Goodman encarna um caricato veterano do Vietnã, responsável pelas passagens cômicas do filme. Na verdade ele simboliza a falência da América, órfã do discurso da violência como panacéia para as mazelas políticas. Mesmo com todas as espetadas na multifacetada sociedade norte-americana, O Grande Lebowski jamais assume um tom pesado de crítica social. Não se trata de um filme político, mas sim lisérgico. Como o personagem principal, a narrativa segue seu rumo desgovernado pontuada por porres, tapinhas e viagens de ácido.


Há sequências memoráveis de alucinação, com referências aos números musicais geométricos de Busby Berkeley. A melhor imagem para resumir o inteligente filme dos Coen, talvez seja a da bola que desliza pela quadra de boliche até atingir, com êxito ou não, o alvo (há aqui inclusive um plano histórico, que mostra o ponto de vista da bola na quadra). 
O pateta Lebowski, em seus delírios diários, também passa deslizando pelo caos camuflado que o cerca. A droga é o tapete mágico que o mantém em constante suspensão numa eterna, e etérea, vadiagem. É o filho doidão que os americanos escondem e os irmãos Coen trazem à tela sem reverência, mas com extrema simpatia. Até porque, comparado ao outro Lebowski, talvez ele não seja tão doido assim.

 Fonte: texto escrito por Ricardo Cota, disponível em www.terra.com.br/cinema.


sábado, 29 de junho de 2013

Smash, uma série musical!


The Music Of Smash

A série que começou em 2012, inicialmente, contava a odisseia que era a produção de um musical da Broadway baseado na vida de Marilyn Monroe. Lendo esta frase parece ser coisa fácil, mas até chegar a Broadway muitas águas rolaram, inclusive a nova e última segunda temporada. Aí é quando tudo fica melhor, a trama é mais intrigante, mais dramática, mais criativa, mais divertida, mais musical... Mas cancelaram! Depois de uma primeira temporada morna com alguns episódios chatos e entediantes, a segunda temporada veio renovada, com umas forças no elenco (Jeremy Jordan, Krysta Rodriguez, Andy Mientus) e até o Tony Awards, mas era tarde, o público já havia rejeitado a série. Foi tarde ou foi o tempo ideal - difícil dizer. Bom mesmo seria ver os dois musicais que foram produzidos no mundo da ficção, Bombshell e Hit List, ganhando vida no mundo real.



1ª e 2ª Temporada

quarta-feira, 26 de junho de 2013

As melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos - Perigosa (Dangerous), 1935

"A única diversão que eu tenho é dar
comida para os peixes, e eles só
comem uma vez por dia."
Bette Davis.
Perigosa, 1935.


Em 14 de dezembro de 2002, Steven Spielberg comprou anonimamente, num leilão da Sotheby's em Nova Iorque, a estatueta do Oscar que Bette Davis havia ganho por esse filme, e o devolveu à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles. A estatueta estava entre a memorabilia vendida pela cadeia de restaurantes Planet Hollywood.
O Oscar deu forças a Bette Davis para lutar contra os abusos de Jack Warner. Escreveu uma carta pedindo um aumento, férias e autonomia para escolher os roteiros em que iria trabalhar. Warner não aceitou nenhuma das condições de sua estrela e ela iniciou uma batalha jurídica que chegou ao ápice quando a Warner suspendeu Bette das suas funções e ela aceitou a proposta de um produtor polaco para filmar dois filmes na Inglaterra.
Bette Davis não se conformou em ter ganho o Oscar este ano, pois achava que Katharine Hepburn merecia ter ganhado por Alice Adams.


Fontse: Livro Cinema Falado, escrito por Renzo Mora e desvendandoestrelas.blogspot.com.br

sábado, 22 de junho de 2013

Os melhores vilões do cinema - Tommy DeVito de Os Bons Companheiros (Goodfellas), 1990


O Tommy DeVito de Joe Pesci  do 1990 clássico de 1990, Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese não estava lá para se divertir, mas ele fez isso de qualquer maneira. O mafioso pavio curto também conquistou a Academia e Pesci venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante.
O filme baseado no livro de não-ficção Wiseguy, escrito por Nicholas Pileggi, conta a história de um garoto do Brooklyn, Nova York, que sempre sonhou ser gângster, começa sua "carreira" aos 11 anos e se torna protegido de um mafioso em ascensão. Sendo tratado como filho por mais de vinte anos, envolve-se através do tempo em golpes cada vez maiores.Neste período acaba se casando, mas tem uma amante, que visita regularmente.
Não consegue ser um membro efetivo, pois seu pai era irlandês, mas no auge do prestígio se envolve com o tráfico de drogas e ganha muito dinheiro, além de participar de grandes roubos, mas seu destino estava traçado, pois estava na mira dos agentes federais.


Fonte: cnn.com.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nathan Lane em cartaz na Broadway em The Nance


O vencedor de dois prêmios Tony, Nathan Lane, estrela a peça The Nance no papel de Chauncey Miles, um artista nos últimos dias de um show burlesco que com sua interpretação de esteriótipos gays diverte o público. Nos anos 1930, era comum homens heterossexuais interpretarem esses personagens - conhecidos como nances - com exceção de Chauncey.
A peça, escrita por Douglas Carter Beane, mostra o balanço do lado burlesco otimista retratado nos palcos por Chauncey e o seu desgosto escondido, enquanto tenta conciliar o seu eu no palco e sua paixão fora dos palcos por Ned (Jonny Orsini).


Dirigido por Jack O'Brien, The Nance marca a volta de Lane aos palcos da Broadway após um período de dois anos. As críticas para a comédia de humor negro foram muito positivas, principalmente sobre a atuação de Nathan Lane (indicado ao Tony deste ano por este trabalho).

Fonte: latimes.com, artigo escrito por Jamie Wetherbe.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Alan Cumming interpreta Macbeth na Broadway


A peça escocesa, ou Macbeth como chamam aqueles que não acreditam na maldição, está mais escocesa do que nunca na nova produção montada na Broadway no Barrymore Theater. O grande assassino do título é interpretado pelo escocês Alan Cumming, vencedor de um prêmio Tony. E aí aparece uma outra novidade desta montagem: o Sr. Cumming não apenas interpreta Macbeth, mas também todos os outros papéis importantes da tragédia de Shakespeare dirigida por John Tiffany e Andrew Goldberg. A temporada é curtíssima e imperdível!



Fonte: nytimes.com

segunda-feira, 10 de junho de 2013

E como foi o Tony Awards 2013?


Não houve suspresas na 67ª edição dos prêmios Tony, o Oscar do teatro, que ocorreu na noite de domingo (9) em uma festa de gala em Nova York, nos Estados Unidos. A peça "Kinky Boots" levou seis prêmios, "Matilda" e "Pippin" ganharam quatro estatuetas, e as peças "Who's afraid of Virgina Woolf?" e "The Nance" três premiações.
"Todos queremos ser aceitos tal como somos e sobre isto é nosso musical", disse no palco do Radio City Music Hall toda a equipe de "Kinky Boots", musical que retomou a história de um filme britânico independente e arrasou nos teatros da Broadway graças ao trabalho de Harvey Fierstein, que já tinha ganhado antes quatro prêmios Tony.
A peça "Kinky Boots" era favorita com 13 indicações, levando ainda os prêmios de melhor musical, melhor coreografia, melhor projeto de som e melhor trabalho de orquestração.
A premiação também fez ressurreição artística da cantora pop dos anos 80 Cyndi Lauper, que recebeu seu prêmio de melhor composição pelo tema de "Kinky Boots". Lauper, que também interpretou a música "True Colors" para lembrar os falecidos do ano, subiu emocionada ao palco: "Obrigada Broadway por me dar estas generosas boas-vindas (...) Não negarei que não tinha preparado este discurso várias vezes no banho".
Os prêmios Tony começaram com um número musical do mestre de cerimônias, Neil Patrick Harris, que advertiu com humor que a família da Broadway era cada vez maior.
A 'adoção britânica' de 'Matilda', importada da Royal Shakespeare Company e que já tinha arrasado nos prêmios Olivier, ficou com o prêmio ao melhor libreto; o de melhor ator coadjuvante, para Gabriel Ebert; o de melhor projeto de iluminação e melhor projeto cênico.
A reinvenção do circo de "Pippin", que nasceu com coreografias de Bob Fosse, também ganhou quatro prêmios, entre eles o de melhor atriz para Patina Miller e o de melhor coadjuvante para Andrea Martin mas, sobretudo, o de melhor direção para Diane Paulus.
Na categoria de obra não musical a vencedora foi Pam MacKinnen, por sua revisão de "Who's Afraid of Virigina Woolf", de Edward Albee. Esta obra também ficou com o prêmio de melhor reposição dramática e o de melhor ator, para Tracy Letts, que ganhou seu segundo Tony.


A obra "Lucky Guy", da falecida Nora Ephron e com o superastro Tom Hanks, conseguiu prêmios para melhor coadjuvante, para Courtney B. Vance, e um prêmio técnico.
O favorito da crítica, 'The Assembled Parties', se conformou com o prêmio de melhor atriz coadjuvante, para Judith Light (em seu segundo prêmio consecutivo após 'Other Desert Cities') e o ganhador na categoria de melhor obra, "Vanya and Sonia and Masha and Spike", uma reinvenção de Tchekhov de Christopher Durang, não levou mais nenhum prêmio.
Um dos momentos mais emotivos da noite foi protagonizado pela veterana Cicely Tyson, que após 30 anos de carreira conseguiu seu primeiro Tony por "The Trip to Bountiful".
Três prêmios técnicos foram dados para "The Nance" e o de melhor figurino para "Cinderela".
A cerimônia não contou apenas com os talentos puramente do teatro, mas também com grandes estrelas do cinema como Scarlett Johansson, Jake Gyllenhaal, Sigourney Weaver e Kathleen Turner.

Fonte: g1.globo.com.