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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Tom Hanks estreia nos palcos da Broadway na peça de Nora Ephron, Lucky Guy

Tom Hanks impressionou os críticos com sua estreia na Broadway em "Lucky guy", a última peça de Nora Ephron. Mas a falecida roteirista e diretora de Hollywood não se saiu tão bem com seu drama situado em uma redação. 
A "Entertainment Weekly" opina que Hanks recompensa o público "com uma performance comprometida e generosa". Na peça, o ator vive o jornalista Mike McAlary, que ganhou um prêmio Pulitzer cobrindo os escândalos policiais e os crimes pavorosos de Nova York para o "Daily News" e o "New York Post".
A revista "The Hollywood Reporter" disse que Hanks, duas vezes vencedor do Oscar e que já está sendo cotado como favorito para o Tony por seu trabalho na peça, "não tem medo de mostrar o personagem como um imbecil ofensivo, embora a integridade inata do ator garanta que lamentemos por Mike quando ele recebe alguns golpes duros".
McAlary era um repórter beberrão e de vida difícil que morreu jovem, aos 41 anos, de câncer, em 1998. "Embora ele não tenha pisado em um palco em anos, a afável estrela de cinema volta à cena como um peixe para a água", disse a "Variety" sobre Hanks, cuja carreira no teatro era limitada a pequenas produções de Shakespeare nos anos 1970. Mas os críticos foram menos empolgados com a peça de Ephron.


"Embora sincero, o show é uma confusão. Enfadonho e exageradamente linear, patina sobre uma superfície leviana como um típico filme de televisão", avaliou o "Daily News". Como a maioria, o "The New York Times" gostou da interpretação de Hanks mais do que da peça.
"Hanks está sempre entusiasmado e habilidosamente presente para agir como uma ilustração animada para as histórias [de McAlary]", disse o jornal. "Mas não lhe é dado muito espaço para mais." Acrescentou que a peça "pouco mais é do que a soma de suas anedotas" e "frequentemente parece ter apenas a profundeza de um papel de jornal", em contraste com a escrita e os filmes mordazes de Ephron.
A "Entertainment Weekly" descreveu a peça como "inconsequente e dramaticamente inerte" e "boba e apagada sobre um estúpido não particularmente notável com uma tendência à autopromoção". A "The Hollywood Reporter" chegou a uma conclusão dividida sobre a peça, dizendo que embora não fosse um drama excepcional e não tivesse complexidade, tinha "um roteiro inteligente, absorvente e entrelaçado com humor crepitante".
Hanks colaborou bastante com Ephron, incluindo filmes de sucesso como "A sintonia do amor" e "Mensagem para você". Ephron morreu em junho, aos 71 anos, de complicações da leucemia. As críticas, no final, provaram-se irrelevantes. Em sua primeira semana de estreia, a peça arrecadou mais de US$ 1 milhão, junto com sucessos como "O livro mórmon", "O rei leão" e "Wicked".

Fonte: g1.globo.com.