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domingo, 10 de janeiro de 2010

[V>Hollywood] Entrevista com Alec Baldwin

Recentemente, Baldwin voltou a fazer as pazes com o sucesso. Foi convidado para protagonizar o seriado 30 rock e está em cartaz na comédia Simplesmente complicado, no papel de um homem que mantém um caso extraconjugal com a ex-mulher (Meryl Streep). Em março, ao lado de Steve Martin, ele vai apresentar o Oscar. Nem assim o ator deixa de lado suas declarações polêmicas, como ficou claro nesta entrevista exclusiva a ÉPOCA (veja a entrevista completa na edição de 11 de janeiro de 2010).


ÉPOCA – Recentemente o senhor declarou que considera sua carreira “um verdadeiro fracasso”. Ainda pensa assim?
Alec Baldwin – Adoro cinema e sempre tive muitas aspirações dentro dessa indústria. Mas, se seus filmes não fazem dinheiro, é tudo muito desmoralizante. Você se sente inferior, miserável. Fiz muitos filmes nos quais colocava a maior fé, mas que foram fracassos. Um dos fatores para o sucesso de um ator de cinema é estrear em um filme cuja interpretação mova toda a história, e que esse filme se torne um sucesso comercial ou de crítica. Nunca experimentei nada assim. É claro que fiz O aviador, com o Martin Scorsese, e Pearl Harbor, mas não era o protagonista da história. Um ator precisa ter uma convergência de fatores para dar certo: rosto bonito, talento, esperteza e oportunidades. De alguma maneira, isso nunca se materializou para mim.


ÉPOCA – Que atores atuais possuem essa convergência?
Baldwin – O Leonardo DiCaprio é um deles. Quando trabalhei com ele em O aviador, me peguei pensando: “Esse garoto tem tudo na vida – talento, juventude e oportunidades”. Difícil não ter inveja. Outro bom nome: Eric Bana. Ele passa uma imagem masculina e de sensibilidade, tudo o que você espera de um galã. E ele vai e faz um filme comoMunique, drama sem nenhum verniz dirigido por Steven Spielberg. Também admiro o Daniel Craig, que transita muito bem entre dramas pesados e James Bond.


ÉPOCA – O senhor vai apresentar a próxima cerimônia do Oscar. Que novidades pode antecipar e qual é sua expectativa?
Baldwin – O Oscar tem dois públicos: o que está em casa e o que está no Kodak Theater. Ambos precisam ser estimulados e Steve (Martin) e eu esperamos fazer um bom trabalho nesse sentido. A única coisa que posso adiantar é que a cerimônia terá muita excitação, tensão e mulheres em vestidos fabulosos (risos) .

Fonte: revista Época por Marcelo Bernardes.